quinta-feira, 14 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Prosperando
Dentre os mais diversos processos que os clubes do Brasil tem para integrar seus aspirantes, sem dúvida dois deles são os que se destacam mais. Os dois opostos:
- O processo internacional tradicional, que todos nós conhecemos ou, supostamente, deveriamos conhecer, e
- O não processo, ou seja, o processo inexistente. Sim, falo dos supostos "M.Cs." que entregam brasão fechado aos seus novos integrantes sem ao menos conhecê-los direito e, em alguns casos, sem estes nem mesmo possuírem uma moto.
Sobre esta última forma, não me estenderei muito, pois na minha opinião, ela desconsidera todos os princípios da subcultura biker e acho que todos os "Moto Clubes" que a praticam deveriam pelo menos se dar o respeito de se auto-denominarem "Moto Grupos", pois deveriam saber tudo o que significa realmente um Moto Clube.
Então, falando do processo de integração tradicional e praticado amplamente pelos clubes internacionais e por alguns clubes nacionais, acho que todos por aqui já tiveram a oportunidade de avaliar cada uma de suas características e formar uma opinião a respeito (mais uma vez, se você não sabe do que estou falando, ignore este blog).
Bom, partamos do principio de que o pilar principal de um clube é a irmandade. E não me refiro à irmandade entre os clubes ou à tal da boca pra fora chamada "irmandade motociclista". Não! Me refiro à irmandade latente e sempre crescente que existe entre dois integrantes de um clube sério. Me refiro a ter um irmão de brasão, um irmão de estrada. Uma irmandade testada a ferro e fogo, construída com anos de asfalto, sujeira, chuva na cara, frio, bons e maus momentos juntos. Essa é a irmandade que constitui o elo que une a todos os integrantes de um M.C. e é por ela que todos matarão e morrerão.
Tendo isso em vista, acho desnecessário enfatizar a necessidade de se avaliar um próspero por um tempo que seja suficiente para que este entenda o grau de irmandade que há entre os integrantes, para que este decida se realmente quer fazer parte dessa irmandade, para que conheça as qualidades e, principalmente, os defeitos que o clube tem e para que o clube decida se o próspero é um homem de verdade, merecedor, e que vai honrar o estandarte que representa toda a história que o clube arrasta.
Por último, é o tempo necessário para que o próspero tenha o mínimo de vivência de todos esses fatores que consolidam essa tal irmandade que, no fim de tudo, já estará formada entre ele e o clube e o brasão nada mais será do que uma confirmação de que ele já é um irmão... Fui claro?
Outro fator que causa uma certa relutância da parte de algumas pessoas em aprovar o processo ao qual o próspero é submetido, e que também leva muitos clubes a, simplesmente, excluir tal fator do processo de integração aplicado a seus prósperos, são as tarefas e obrigações que o próspero deve cumprir.
Bom, sobre isso, cada clube tem a sua postura e exige o que acha que deve ser exigido para que o próspero prove seu grau de comprometimento para com o clube.
Minha opinião sobre isso é que, quanto mais rígido for o processo, mais certeza se terá de eliminar os fracos e mais merecedor o integrante se sentirá após cada conquista, culminando no brasão, que o integrande, posto o que significou para ele conquistá-lo, o defenderá com a própria vida, se necessário.
Dan
- O processo internacional tradicional, que todos nós conhecemos ou, supostamente, deveriamos conhecer, e
- O não processo, ou seja, o processo inexistente. Sim, falo dos supostos "M.Cs." que entregam brasão fechado aos seus novos integrantes sem ao menos conhecê-los direito e, em alguns casos, sem estes nem mesmo possuírem uma moto.
Sobre esta última forma, não me estenderei muito, pois na minha opinião, ela desconsidera todos os princípios da subcultura biker e acho que todos os "Moto Clubes" que a praticam deveriam pelo menos se dar o respeito de se auto-denominarem "Moto Grupos", pois deveriam saber tudo o que significa realmente um Moto Clube.
Então, falando do processo de integração tradicional e praticado amplamente pelos clubes internacionais e por alguns clubes nacionais, acho que todos por aqui já tiveram a oportunidade de avaliar cada uma de suas características e formar uma opinião a respeito (mais uma vez, se você não sabe do que estou falando, ignore este blog).
Bom, partamos do principio de que o pilar principal de um clube é a irmandade. E não me refiro à irmandade entre os clubes ou à tal da boca pra fora chamada "irmandade motociclista". Não! Me refiro à irmandade latente e sempre crescente que existe entre dois integrantes de um clube sério. Me refiro a ter um irmão de brasão, um irmão de estrada. Uma irmandade testada a ferro e fogo, construída com anos de asfalto, sujeira, chuva na cara, frio, bons e maus momentos juntos. Essa é a irmandade que constitui o elo que une a todos os integrantes de um M.C. e é por ela que todos matarão e morrerão.
Tendo isso em vista, acho desnecessário enfatizar a necessidade de se avaliar um próspero por um tempo que seja suficiente para que este entenda o grau de irmandade que há entre os integrantes, para que este decida se realmente quer fazer parte dessa irmandade, para que conheça as qualidades e, principalmente, os defeitos que o clube tem e para que o clube decida se o próspero é um homem de verdade, merecedor, e que vai honrar o estandarte que representa toda a história que o clube arrasta.
Por último, é o tempo necessário para que o próspero tenha o mínimo de vivência de todos esses fatores que consolidam essa tal irmandade que, no fim de tudo, já estará formada entre ele e o clube e o brasão nada mais será do que uma confirmação de que ele já é um irmão... Fui claro?
Outro fator que causa uma certa relutância da parte de algumas pessoas em aprovar o processo ao qual o próspero é submetido, e que também leva muitos clubes a, simplesmente, excluir tal fator do processo de integração aplicado a seus prósperos, são as tarefas e obrigações que o próspero deve cumprir.
Bom, sobre isso, cada clube tem a sua postura e exige o que acha que deve ser exigido para que o próspero prove seu grau de comprometimento para com o clube.
Minha opinião sobre isso é que, quanto mais rígido for o processo, mais certeza se terá de eliminar os fracos e mais merecedor o integrante se sentirá após cada conquista, culminando no brasão, que o integrande, posto o que significou para ele conquistá-lo, o defenderá com a própria vida, se necessário.
Dan
Prymus M C
sexta-feira, 18 de março de 2011
LOUCOS E SANTOS
Marcos Lara Resende
(não é de Oscar Wilde)
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila,
que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças
e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos,
bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que
"normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila,
que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças
e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos,
bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que
"normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
QUEM NÃO PODE COM ELES, QUE JUNTEM-SE A ELES.
Frase antiga que explica a incapacidade de lutar para melhorar a própria vida, a incompetência de sustentar seus ideais e suas idéias, sucumbindo ao mais "forte", ou ao mais "poderoso", sujeitando-se ao mandos do novo dono, tal qual o antigo escravo, mais isso não é novidade aos descendentes das raças escravizadas que formaram nosso grande BRASIL.
Aos CORVOS de coração, que aqui permanecem, não nos abatemos por pouca coisa, nem a traição da velha familia que este ano completa sua maioridade, somos e sempre seremos livres para rodar e voar por aí, nunca teremos dono, seremos sempre a familia, e sempre seremos RESPEITADOS, não pela força, mas pela inteligência, de não cair nas armadilhas e sobrevivemos, nos reproduzimos sempre e iremos perpetuar essa especie, que não é nativa da BRASIL, mas que trouxe a honra de representar esse pássaro divino de nome CORVO.
CORVOS, CORVOS, CORVOS, três Vivas para os CORVOS.
Kinha o Corvo.
Diretor Regional Sul-SP / SS Itariri.
A elegância do comportamento no motociclismo
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, inclusive quando pilotamos nossa motocicleta.
É uma elegância desobrigada, um gesto ao ser auxiliado numa ultrapassagem, um cumprimento e um sorriso no pedágio, um leve toque de buzina e cumprimento de mão aos guardas rodoviários também não custa nada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas pessoas que escutam mais do que falam e quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no dia a dia.
Quando nas estradas cruzamos ou ultrapassamos um companheiro motociclista não custa um aceno de simpatia ou um toque de buzina, mesmo que ele pilote uma 125 cc.
Numa viagem com amigos ou simples conhecidos é possível detectar elegância nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir aos frentistas e garçons.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores, porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é o motociclista que demonstra interesse por assuntos que desconhece, se preocupa com a manutenção da motocicleta do companheiro, com sua bagagem, é quem cumpre o que promete. É elegante não ser espaçoso demais nem querer ser líder por vontade própria. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro, é muito elegante não falar de dinheiro e de viagens desconhecidas dos demais em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Uma potente moto tinindo de nova, um belo sobrenome, experiência em grandes quilometragens e nariz empinado não substituem a elegância de um gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Os motociclistas de um modo geral são solidários, leais, amistosos.
Ser elegante é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social e das cilindradas da motocicleta. Se os companheiros de jornada não merecem certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: isso tudo não é frescura, é apenas A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO NO MOTOCICLISMO.
Autor: Otavio Araujo “Gugu” – 68 anos, motociclista há 52 anos
Isso serve pra vida!!!!!!!!!!!!
Isso serve pra vida!!!!!!!!!!!!
“ É chegada a hora,
com ou sem destino,
o importante é estarmos juntos,
sentindo o vento, a chuva ou o sol no rosto,
sentindo este maravilhoso ronco,
desta máquina que nos transporta
para a maior de todas as emoções,
que é viver.
Sobre duas rodas vamos nós,
amantes da liberdade,
resgatando os sonhos que ficaram para trás,
a fim de torná-los realidade.
Cada qual com seu estilo,
independente ao sobrenome que herdou,
nesta trilha da vida somos todos iguais,
e responsáveis por construir o nosso hoje e nosso sempre.
Não podemos deixar passar este tempo.
Se não tivermos histórias para contar
é porque com certeza não vivemos.
Temos que fazer valer a pena,
já que estamos aqui por um curto espaço de tempo. ”
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